Tecnologia utilizada em ferrovia que passa pelo Tocantins economiza 4 milhões de litros de diesel
Sistema semiautônomo instalado em locomotivas da VLI reduziu o consumo de combustível em cerca de 8% nos principais corredores ferroviários e evitou a emissão de 9,3 mil toneladas de CO₂ equivalente
Uma tecnologia de condução semiautônoma utilizada pela VLI em locomotivas que operam em importantes corredores ferroviários do Brasil, incluindo a Ferrovia Norte-Sul, que passa pelo Tocantins, permitiu economizar mais de 4 milhões de litros de diesel e evitar a emissão de 9,3 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). Os resultados foram registrados entre maio de 2024 e julho de 2026, segundo informações divulgadas pela companhia.
O sistema, chamado Leader, utiliza dados em tempo real para ajustar a velocidade, a aceleração e a frenagem dos trens, buscando reduzir o consumo de combustível durante o transporte de cargas. Atualmente, a tecnologia está presente em aproximadamente 60% das viagens realizadas pela empresa.
A ferramenta foi implementada inicialmente na frota de locomotivas premium da VLI e considera características da ferrovia e da composição para definir a forma mais eficiente de condução. O planejamento respeita as restrições operacionais, os tempos de percurso e as condições de segurança dos equipamentos.
Ferrovia Norte-Sul está entre os corredores beneficiados
A redução média de 8% no consumo de combustível foi observada nos corredores de maior movimentação de cargas operados pela companhia.
Entre eles está o Corredor Norte, que conecta o Tocantins ao Porto do Itaqui, no Maranhão, por meio do tramo norte da Ferrovia Norte-Sul. A ligação ferroviária é utilizada para o escoamento da produção agrícola e de outras cargas transportadas pela região.
Os resultados também incluem os corredores Leste e Sudeste, operados pela Ferrovia Centro-Atlântica, que conectam regiões produtoras aos sistemas portuários do Espírito Santo e de Santos, em São Paulo.
De acordo com a VLI, o sistema analisa continuamente as condições de deslocamento dos trens e calcula um plano de condução que busca diminuir o gasto de diesel sem comprometer a operação.
Redução das emissões é uma das metas da companhia
Segundo o diretor-executivo de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI, Alessandro Gama, a utilização da tecnologia permite ampliar a eficiência do transporte ferroviário e reduzir seu impacto ambiental.
“A agenda de descarbonização é um fator de competitividade nas operações logísticas. O transporte ferroviário já emite cerca de seis vezes menos CO₂ que o rodoviário, quando comparado o uso de diesel em ambos os modais, e o uso de tecnologias como o sistema Leader nos permitem potencializar os resultados positivos”, afirmou.
A companhia informou que, em 2025, conseguiu reduzir em 12,5% as emissões de gases de efeito estufa provenientes do diesel utilizado pelas locomotivas, por tonelada transportada, na comparação com 2020.
A meta estabelecida pela empresa é alcançar uma redução de 15% até 2030.
Os inventários de emissões da VLI são publicados desde 2020 e passam por auditoria independente. A companhia também possui o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento concedido a organizações que atendem aos critérios de transparência e verificação de seus inventários de gases de efeito estufa.
Transporte ferroviário e escoamento da produção
A Ferrovia Norte-Sul é uma das principais estruturas logísticas utilizadas para conectar regiões produtoras do interior do Brasil aos portos de exportação.
No Tocantins, o corredor ferroviário contribui para o transporte de produtos agrícolas e outras mercadorias em direção ao Maranhão, oferecendo uma alternativa ao deslocamento rodoviário em longas distâncias.
Com a utilização de sistemas que reduzem o consumo de combustível, a operação ferroviária pode ganhar eficiência e diminuir as emissões associadas ao transporte de cargas.
A economia de 4 milhões de litros de diesel e a redução de 9,3 mil toneladas de CO₂ equivalente representam o resultado acumulado da tecnologia nos corredores operados pela VLI, não exclusivamente no trecho tocantinense.
A empresa atua na integração de ferrovias, portos e terminais intermodais, conectando áreas produtoras às principais rotas de exportação do país.
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