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Igreja com mais de 200 anos corre risco de desabar em cidade histórica do Tocantins, alerta MPTO

otocantins.com.br
Igreja com mais de 200 anos corre risco de desabar em cidade histórica do Tocantins, alerta MPTO

Foto: Divulgação



A Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant’Ana, construída no século XVIII e considerada patrimônio histórico de Chapada da Natividade, corre risco de desabamento. Diante do avanço da deterioração, o Ministério Público do Tocantins recomendou que a Prefeitura e a paróquia adotem medidas emergenciais no prazo de dez dias para impedir o colapso da edificação.



O documento também cobra o início imediato do planejamento para a restauração completa do templo, protegido por tombamento municipal desde 2011.



Construída com técnicas tradicionais de taipa e adobe, a igreja apresenta paredes total ou parcialmente destruídas e perdeu parte da cobertura. Com isso, a estrutura permanece exposta à chuva, ao vento e às infiltrações, fatores que aceleram a degradação e ampliam o risco de novos desabamentos.



Cobertura e escoramento em até dez dias



A recomendação estabelece que o Município e a Paróquia Nossa Senhora de Sant’Ana instalem, de forma conjunta, uma cobertura provisória impermeável para proteger a área ainda preservada.



Também deverá ser reforçado o escoramento das paredes que permanecem de pé. A medida busca evitar o agravamento dos danos enquanto o projeto definitivo de restauração não é executado.



O Ministério Público recomendou ainda o recolhimento, a identificação e o armazenamento adequado de peças históricas encontradas no local, entre elas tijolos de adobe, madeiras originais e imagens sacras.



Os materiais deverão ser catalogados e preservados para possível reaproveitamento durante a reconstrução do templo.



Cronograma de restauração



Além das providências emergenciais, a Prefeitura e a paróquia terão 30 dias para apresentar um cronograma detalhado de restauração da igreja.



O planejamento deverá incluir a atualização de um orçamento elaborado pela gestão municipal no fim de 2025. Segundo o MPTO, os valores precisam ser revistos diante dos novos danos sofridos pela estrutura nos últimos meses.



A Prefeitura deverá disponibilizar engenheiros civis do próprio quadro para acompanhar e fiscalizar os serviços de emergência.



Já a paróquia, proprietária do imóvel, deverá colaborar na busca por recursos públicos e privados para financiar a recuperação do patrimônio.



A recomendação foi assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo de Souza, da Promotoria de Justiça Regional Ambiental da Bacia do Alto e Médio Tocantins, em atuação conjunta com o promotor Célio Henrique Souza dos Santos, da Promotoria de Justiça de Natividade.



Por se tratar de uma recomendação, o documento não tem o mesmo efeito de uma decisão judicial, mas orienta os responsáveis a adotarem as providências necessárias para evitar a perda definitiva da igreja histórica.



 



 




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