Parque Estadual do Cantão reduz em 96% a área atingida por incêndios em 2025
Em 2025, o Naturatins registrou uma redução de 30,98% nas áreas atingidas por incêndios nas Unidades de Conservação (UCs) estaduais em comparação ao ano anterior.
Fotos: Walker Ribeiro/Governo do Tocantins Com uso de tecnologia de ponta e
manejo integrado do fogo, unidade de conservação lidera os índices de
preservação no Tocantins, que registrou queda geral de 30% nas queimadas em
áreas protegidas.

O ano de 2025 marca uma vitória
histórica para a biodiversidade do Tocantins, com o Parque Estadual do Cantão
(PEC) figurando como o grande protagonista na luta contra os incêndios
florestais. Segundo dados divulgados pelo Instituto Natureza do Tocantins
(Naturatins), a unidade de conservação registrou uma redução impressionante de
96,13% na área queimada em comparação ao ano anterior.
O resultado do Cantão supera a
média estadual e reflete um cenário positivo em todo o território. Ao todo, as
Unidades de Conservação (UCs) do estado viram uma diminuição de 30,98% nas
áreas atingidas pelo fogo. Em 2024, as chamas consumiram cerca de 174,5 mil
hectares; já em 2025, foram preservados mais de 54 mil hectares que,
historicamente, seriam perdidos.
Planejamento e Estratégia
O sucesso no Cantão e nas demais
unidades não foi obra do acaso. Os números são reflexo de um plano de ação
robusto desenvolvido pelo Governo do Estado, focado na antecipação.
"O Estado contou com um
plano elaborado previamente, por determinação do governador Wanderlei Barbosa,
que abrangeu desde ações preventivas até o enfrentamento direto das queimadas.
Esse direcionamento permitiu ao Naturatins atuar de forma mais coordenada e
eficaz", destacou Cledson Lima, presidente do instituto.
Além do Parque do Cantão, a
região do seu entorno também colheu bons frutos. A Área de Proteção Ambiental
(APA) Ilha do Bananal/Cantão registrou uma queda de 51,12% nos focos de
incêndio, criando um "cinturão de proteção" eficaz para a fauna e
flora locais.
O segredo do sucesso: Manejo
Integrado e Tecnologia
A estratégia que blindou o Cantão
baseou-se em três pilares principais: Manejo Integrado do Fogo (MIF),
tecnologia e reforço humano.
1. Ação Preventiva (MIF)
Entre maio e julho de 2025, antes
do período crítico da estiagem, foram realizadas 286 queimas prescritas em
pontos estratégicos das UCs. Essa técnica reduz o material combustível (folhas
secas e galhos) de forma controlada, protegendo nascentes e criando aceiros que
impedem o avanço de grandes incêndios.
2. Monitoramento por Drones
Em uma região de bioma complexo
como o Cantão, o acesso por terra é muitas vezes difícil. O uso de drones
equipados com câmeras de alta definição foi decisivo para identificar focos de
calor ainda em estágio inicial, permitindo uma resposta rápida antes que o fogo
ganhasse proporções descontroladas.
3. Reforço nas Brigadas
O combate corpo a corpo também
foi fortalecido. Em setembro, o Parque Estadual do Cantão recebeu novos
veículos para dar agilidade às operações. Além disso, o efetivo foi ampliado e
capacitado. A cooperação foi intensa, envolvendo a Brigada Restaura Cantão, o
Corpo de Bombeiros e brigadas municipais.

"Neste ano conseguimos
ampliar o contingente da brigada e fortalecer nossa rede de parceiros no Manejo
Integrado do Fogo. [...] Com mais brigadistas, tornou-se mais viável que
equipes de uma Unidade de Conservação apoiassem outras quando necessário",
explicou Lyon Cardoso, coordenador do Núcleo de MIF do Naturatins.
Comparativo de Redução de
Queimadas (2025)
Os dados, obtidos através da
plataforma Brasil Mais da Polícia Federal, mostram o desempenho das principais
unidades:
• Parque Estadual do Cantão (PEC): -96,13%
• APA Ilha do Bananal/Cantão: -51,12%
• Parque Estadual do Jalapão (PEJ): -33,87%
• APA Lago de Palmas: -32,75%
A preservação do Cantão é vital para o ecossistema brasileiro, servindo como uma área de transição ecológica rica em biodiversidade. Com as ações de 2025, o Tocantins estabelece um novo padrão de gestão ambiental, provando que a união entre tecnologia, prevenção e inteligência é a melhor ferramenta contra a destruição.
Fonte: Vinicius Venâncio/Governo do Tocantins/Naturatins







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