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Diesel dispara mais de R$ 1 na refinaria e acende alerta para custos do frete e do agro no Tocantins

otocantins.com.br
Diesel dispara mais de R$ 1 na refinaria e acende alerta para custos do frete e do agro no Tocantins

Foto: Agência Brasil



A disparada do preço do diesel na Refinaria de Mataripe, na Bahia, acendeu um alerta no Tocantins: o combustível ficou até R$ 1,0289 mais caro por litro na origem, em reajuste anunciado nesta quinta-feira (17). Em um estado fortemente dependente do transporte rodoviário, a preocupação é com possíveis reflexos sobre o frete, a produção agrícola e a circulação de alimentos e mercadorias.



O aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela refinaria. No diesel S-500, a alta de R$ 1,0289 por litro do produto puro corresponde a um impacto indicado de R$ 0,8746 após a mistura com biocombustível. No diesel S-10, o reajuste foi de R$ 0,8289 no produto puro, com impacto de R$ 0,7046 após a mistura.



Esses valores se referem ao reajuste na origem e ao seu efeito após a mistura, não a um aumento já confirmado nas bombas do Tocantins. O Sindiposto Tocantins acompanha os possíveis desdobramentos, que dependem das condições de abastecimento, distribuição e logística.



Também houve aumento na gasolina A, de R$ 0,1507 por litro, com impacto indicado de R$ 0,1025 no combustível misturado.



Diesel mais caro pode pressionar diferentes setores



Segundo o Sindiposto-TO, a Refinaria de Mataripe tem importância estratégica para o abastecimento das regiões Norte e Nordeste. Por isso, mudanças expressivas nos preços praticados na origem podem repercutir em outros mercados.



No Tocantins, o diesel é essencial para o transporte de cargas e a produção agrícola. As grandes distâncias entre os municípios e a dependência de caminhões para movimentar mercadorias ampliam a preocupação com eventuais aumentos.



Se o reajuste chegar ao mercado tocantinense, poderá pressionar os custos de transporte e de diferentes atividades econômicas. A entidade afirma que acompanhará o cenário de perto, principalmente pelos efeitos que o diesel pode provocar no agronegócio e no abastecimento.



Sindicato pede análise de toda a cadeia



O Sindiposto-TO ressalta que o preço pago pelo consumidor não é definido apenas pelos postos. A formação do valor envolve produção ou importação, refino, distribuição, tributos, mistura de biocombustíveis e transporte, além das despesas da revenda.



Segundo a entidade, os postos compram o combustível das distribuidoras pelo preço disponível no momento da aquisição. Também precisam considerar custos de estoque, capital de giro, folha de pagamento e despesas operacionais e financeiras.



O sindicato afirma que não antecipa preços, não recomenda reajustes e não interfere nas decisões comerciais dos revendedores. Cada estabelecimento define seus valores conforme a própria estrutura de custos, o estoque e as condições comerciais.



Ao defender que fiscalizações e discussões sobre preços considerem toda a cadeia de abastecimento, o presidente do Sindiposto Tocantins, Wilber Silvano de Sousa Filho, afirmou:



“Não é razoável analisar apenas o último elo e ignorar tudo o que aconteceu antes dele. Do poço ao posto, o preço é consequência, não decisão.”



 



 




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