DNIT avalia liberar ponte da BR-235 apenas para veículos leves; laudo sairá até 17 de julho

A pressão por uma solução concreta para a ponte interditada sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, chegou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, em Brasília. Durante reunião realizada nesta quarta-feira, 8, representantes do Tocantins cobraram do DNIT um cronograma com datas definidas para reduzir os prejuízos causados à população, aos produtores rurais e ao transporte de cargas.
Participaram do encontro a senadora Professora Dorinha Seabra, o senador Eduardo Gomes, o deputado federal Ricardo Ayres, o prefeito de Pedro Afonso, Joaquim Martins, o prefeito de Tocantínia, João Alberto, e o presidente da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura do Tocantins, Túlio Parreira Labre, que representou o governador Wanderlei Barbosa.
Durante a reunião, o DNIT informou que avalia a possibilidade de liberar a ponte inicialmente para o tráfego de veículos leves. Antes de qualquer decisão, porém, será realizada uma prova de carga instrumentada, procedimento técnico que utilizará sensores para medir deslocamentos, deformações, inclinações e vibrações na estrutura.
O objetivo é verificar como a ponte reage, na prática, à passagem de veículos e identificar se há condições de segurança para uma liberação parcial. O laudo técnico final deve ser concluído até o dia 17 de julho e indicará se a estrutura poderá ser recuperada ou se precisará ser substituída.
Caso a circulação de veículos leves seja autorizada, as balsas gratuitas deverão ficar destinadas exclusivamente ao transporte de caminhões e outros veículos pesados. Apesar da sinalização, ainda não foi anunciada uma data definitiva para o início da operação das embarcações.
Os representantes tocantinenses também cobraram a manutenção e a pavimentação das rotas alternativas utilizadas desde a interdição, principalmente nos trechos da TO-010 e da própria BR-235. Outra demanda apresentada foi a melhoria dos acessos e a definição de prazos para a execução das obras emergenciais.
A ponte foi interditada preventivamente em maio, após uma inspeção especial identificar deslocamentos no vão central e fissuras em elementos estruturais. Desde então, motoristas, moradores da região e empresas enfrentam aumento no tempo de viagem, elevação dos custos de transporte e dificuldades no escoamento da produção.
Também participaram da reunião o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins, Ricardo Benedito, e Luís Flávio, executivo da BP Bioenergy.








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