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Mandados são cumpridos no Tocantins em operação que apura venda de dados do STF

otocantins.com.br
Mandados são cumpridos no Tocantins em operação que apura venda de dados do STF

Foto: Rosinei Coutinho | STF



Uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou o Tocantins na rota de uma investigação sobre um esquema nacional de comércio ilegal de dados.



Nesta quinta-feira (05/03), a Polícia Federal deflagrou a Operação Dataleaks para desarticular uma organização criminosa especializada em obter, adulterar, comercializar e disseminar ilegalmente dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas. Segundo as investigações, o grupo teve acesso até mesmo a informações de ministros do STF.



A apuração começou após a identificação de uma base de dados paralela, considerada não oficial, abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e plataformas do governo. Nesse banco clandestino estavam armazenadas informações pessoais de integrantes da Suprema Corte.



Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas — incluindo diligências em território tocantinense.



De acordo com a PF, a investigação trata do uso indevido de dados pessoais oriundos de diferentes bases públicas e privadas. Até o momento, não há menção a vazamento de dados fiscais ou bancários.



Os investigados poderão responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.



Outra frente: suspeita de vazamento na Receita



Em uma ação anterior relacionada ao tema, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos em três estados, no âmbito de investigação sobre possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades.



As medidas foram autorizadas por Alexandre de Moraes, a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).



Os investigadores apuram se houve quebra ilegal de sigilo de ministros do STF e de familiares, sem autorização judicial.



Além das buscas, foram impostas medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento da função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.



Nessa fase, os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, em cidades como São José do Rio Preto, Guarujá e Salvador.



 



 




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